O
post de hoje tem o intuito de promover uma reflexão sobre as formas leitura que
os jovens estão habituados a realizar. Contudo, não é uma negativa de que essa
geração possa ler menos do que a anterior, apenas, é um novo olhar sobre as
maneiras que eles se apropriam da leitura.
Pensando no tempo que os alunos
passam em seus dispositivos móveis e, o quanto de informação eles processam durante
esse período, fica incoerente pensar que os alunos estão lendo pouco. Já que,
boa parte das informações disponíveis nas telas dos smartphones só podem ser
reconhecidas através de uma leitura.
Segundo Alex Primo (2008), o
problema do desinteresse pelos livros da geração de nativos digitais não está
pautado na leitura em si, mas, no tipo de linguagem. Para o autor, esses jovens
já nasceram em um contexto de uma linguagem digital, utilizando como recursos o
uso de emojis, abreviações, uso de reticências, frases curtas etc. Ou seja, é
uma geração que tem muito contato com a escrita e a leitura através da
interação de mensagens instantâneas em aplicativos de conversa e redes sociais.
Esses alunos estão acostumados também a realizar associação de uma linguagem
verbal com linguagens imagéticas estáticas (fotografias, figuras, memes) ou em
movimento (vídeos).
Assim, faz mais sentido a
interpretação de que se trata de uma geração com habilidade maior de leituras
dinâmicas e fragmentadas via web e, não, a ideia de que não gostam de ler. Vale
ressaltar também que os nativos digitais estão acostumados a pesquisar e buscar
respostas de maneira simplificada e com uma coordenação autônoma. Dessa forma,
essa geração é de leitores sim, mas, realizam essa prática em plataformas
digitais e buscam um tipo de leitura dinâmica.
SAIBA MAIS SOBRE A TEMÁTICA DE
IMIGRANTES E NATIVOS DIGITAIS AQUI.
SUGESTÃO
DE INCENTIVO A LEITURA PELOS ALUNOS
Uma das formas de incentivar a
leitura para essa faixa etária (nativos digitais) seria através da criação de
conteúdo do próprio professor na internet, ou através de indicação de leituras
em plataformas digitais, que correspondam aos objetivos traçados pelo plano de
ensino.
Alguns profissionais da área da
educação vêm utilizando como alternativa a criação de um blog profissional,
como forma de divulgação de seu trabalho, ou como um portfólio de atividades
desenvolvidas dos alunos. Como é uma ferramenta que induz a participação
através de comentários, os alunos podem ter maior propensão a participar mais
ativamente das atividades propostas.
E por isso, uma das grandes
vantagens em utilização do blog como ferramenta de ensino é que esse tipo de
veiculação de escrita pode transmutar para vários outros gêneros que são
consagrados na literatura. Isso ocorre devido à possibilidade de inserção de
fotografias, vídeos, músicas, poesias, crônicas etc. no corpo do conteúdo. O
mais interessante é que o profissional da área de educação tenha em mente objetivos
claros e definidos previamente para que a leitura e participação dos alunos
seja realmente significativa e pedagógica.
Agora que já sabe dessas
informações, que tal começar agora a utilizar os dispositivos móveis a favor da
educação?
Abraços virtuais, até a próxima!
Referência:
PRIMO, Alex. Blogs e seus gêneros:
Avaliação estatística dos 50 blogs mais populares em língua portuguesa. In:
XXXI Congresso Brasileiro de Ciências da Comunicação - Intercom 2008, Natal. Anais, 2008.
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Esse blog é um forte candidato para incentivo a leitura e interatividade!!!
ResponderExcluirUm pouquinho todos os dias...
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