Provavelmente,
nesse contexto em que as tecnologias digitais estão tão emergentes, você já viu
uma criança aprendendo a mexer em um smartphone antes mesmo de aprender a
falar. Isso porque a cada dia que passa, esses aparelhos fazem cada vez mais
parte do cotidiano delas.
As crianças são verdadeiras
imitadoras de seus principais cuidadores e, vendo-os, aprendem por observação o
comportamento dos adultos. Essas crianças que possuem muita facilidade em
manipular aparelhos eletrônicos são chamadas de NATIVAS DIGITAIS.👶💻 Mas,
como será que a geração que não teve tantas oportunidades de acesso à essas
ferramentas são designadas? Sim, exatamente como você pensou! As pessoas que
vivenciam esse tipo de situação são chamadas de IMIGRANTES DIGITAIS.👴💻
Essa designação de NATIVOS e
IMIGRANTES DIGITAIS foram retiradas de um artigo publicado na Revista
Educação, escrito por Ciany Pety dos Santos e Lídia Antunes Domingues, em
2015, cujo o título é a Atuação do Docente Imigrante Digital para com os
Nativos Digitais.
Neste artigo, as autoras
ressaltam vários pontos importantes que levam a diferenciar o IMIGRANTE DIGITAL
do NATIVO DIGITAL, e como o PROFESSOR pode se adequar a essa nova realidade.
Para as especialistas da área da Educação, o uso de tecnologias é importante
para que o professor consiga melhorar a linguagem com os alunos, despertando um
maior interesse durante o aprendizado. Entretanto, vale ressaltar que, somente
o uso de recursos tecnológicos não são suficientes quando não combinados com
diferentes metodologias e estratégias durante o processo de
ensino-aprendizagem.
Portanto, você que é professor e
anda enfrentando esse tipo de problema, que tal começar a unir o seu
conhecimento com o conhecimento dos alunos?
1- Comportamento dos Nativos
Digitais
Os nativos digitais são pessoas
multitarefas. Estão acostumados a realizar leituras escutado músicas e ainda
respondendo mensagens em seus smartphones. Quando precisam de uma informação,
acessam ao Google e retiram o conteúdo de maneira resumida e objetiva. Além de
estarem mais acostumados a aprender fazendo do que ler um manual de instrução
para realizar uma atividade.
Veja na tabela abaixo, retirada
do artigo de Santos e Domingues (2015) uma comparação entre nativos digitais e
imigrantes digitais:
2-Nativos digitais na Educação
Apesar de possuírem uma atenção
difusa, são sujeitos que prendem muita a atenção em aparelhos eletrônicos em
geral. Entretanto, no ambiente escolar não ocorre esse mesmo tipo de atenção. As
autoras apontam que um dos fatores que levam aos alunos a não prestarem atenção
em nas aulas é o professor utilizar sempre o mesmo tipo de metodologia, sem
inovar na forma que esse conhecimento é construído. Aqui não se trata do uso em
si de tecnologias digitais, mais no uso da criatividade em trazer o conteúdo de
maneira dinâmica e diversificada.
3- Estratégias no ensino para a
Cultura Digital
Algumas estratégias podem ser
utilizadas para que o ensino se torne mais interessante. Para isso, as autoras
apontam que é necessário pensar nas formas de aprendizagem tais como: ativa, contextual,
social ou reflexiva. Após, procure relacionar essas maneiras de ensino através
de 3 pilares: Exploração, diálogo e apoio. Com isso, você poderá relacionar o
objetivo da aprendizagem do aluno com a forma que o recurso tecnológico
proporciona.
Nesse sentido, pode-se perceber
que o uso da tecnologia somente para cumprir um currículo que determina o uso
de tecnologias, não proporciona em si um aprendizado significativo para o aluno.
É necessário um planejamento e estratégia. Ou seja, um verdadeiro
quebra-cabeças para o professor. Entretanto, o resultado tende a ser muito
gratificante.
Caso você tenha vontade de se
aprofundar mais, acesse ao link do artigo utilizado como fonte de inspiração
para este post:
SANTOS, Ciany Pety dos; DOMINGUES,
Lídia Antunes. Atuação do Docente Imigrante Digital para com os Nativos
Digitais. Rev. Educ., v.18, n.24, p.16-23, 2015. Disponível em: https://seer.pgsskroton.com/educ/article/view/3343.
Acesso em: 16 mar. 2022.
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