Estamos sempre habituados a usar
expressões gregas no nosso dia a dia e nem percebemos. Quando queremos dizer
algo parecido com “eu não gostei do meu presente”, dizemos “ganhei um presente
de grego”. Ou então, em uma reunião onde não há um consenso, dizemos “não
podemos agradar gregos e troianos”. E quando queremos expressar nossas
fraquezas, dizemos que algo “é meu calcanhar de Aquiles”. Mas, por que será que
utilizamos essas expressões, se não somos descendentes diretos dos gregos? Bom,
a nossa língua portuguesa tem grandes influências do latim, que por sua vez,
tem grandes influências do grego. Por isso, que tal conferir mais sobre as
influências dos gregos através do filme TROIA?
Sempre
ouvimos muito sobre Grécia e Troia, entretanto, não sabemos realmente como essa
história foi construída. Bem, para início de conversa, os primeiros indícios
sobre essas sociedades foram encontrados através dos poemas épicos “A Ilíada” e
a “Odisseia” de Homero. Esses poemas são considerados fontes históricas, já
que, contam como era a mentalidade do ser humano daquele espaço e tempo.
Entretanto, apesar de serem obras clássicas e riquíssimas, são muito complexas
de serem lidas e, por isso, o filme TROIA pode ser um importante aliado para
nosso aprendizado.
O
filme TROIA foi inspirado no poema a Ilíada, contando a história de um príncipe
troiano que se apaixonou pela esposa (Helena) do rei Agamenon (grego). Helena
foge para Troia e, assim, são iniciados anos de guerra entre Grécia e Troia.
Você provavelmente já ouviu falar do cavalo de Troia, certo? Bem, sem querer
dar um “spoiler” (porém, muito necessário aqui), ele era um grande cavalo oco
construído e dado de presente para os troianos, como forma de estratégia de
guerra. Acontece que o cavalo oco estava cheio de soldados gregos e, ao
anoitecer, quando os troianos trouxeram o cavalo para dentro das muralhas, os
soldados saíram do cavalo e começaram um ataque surpresa. Esse ataque surpresa
foi fundamental para que se colocasse o fim nesta guerra que durou por volta de
10 anos.
Até
a data que esse post foi publicado, esse filme pode ser encontrado na
plataforma de streaming NETFLIX e, caso seja conveniente assistir offline, você
pode inserir o aplicativo da plataforma e baixar para assistir depois.
Para
saber mais sobre a Guerra de Troia, confira o podcast no link: GUERRA DE TRÓIA:MITOLOGIA E HISTORIOGRAFIA - HISTÓRIA FM, EPISÓDIO 14
POSSIBILIDADES
METODOLÓGICAS PARA O ENSINO DE GRÉCIA ANTIGA
Aqui,
não entrarei na questão da democracia que, se não for o elemento principal,
está no topo das prioridades a serem estudadas sobre Grécia Antiga. Mas, neste
espaço, gostaria de abordar outros olhares sobre esse conteúdo, que podem ser
uma forma de contexto e embasamento para a temática da democracia (por quê,
não?). Nesse sentido, esse filme é um ótimo aliado para compreender as
estruturas patriarcais dos genos, bem como a mitologia grega que fazia parte do
pensamento do homem grego da época. Não podemos esquecer que esse filme mostra como
guerreiro principal o famoso Aquiles (semi-deus) que era quase imortal, exceto,
pelo seu calcanhar, que era sua grande fraqueza.
Esse
filme pode ser um ponto de partida para ensinar o cotidiano da Grécia, as
primeiras formações das Cidades-Estados, a formação do povo grego que foi a
junção de vários outros povos, táticas de guerra, educação espartana,
escravidão antiga etc.
Outro
elemento que me chamou muito a atenção foram era as condições de vida das
mulheres apresentadas no filme, visto que elas possuíam poucas possibilidades
de escolha sobre suas próprias vidas e sobre a sociedade. Então, podemos
refletir algumas hipóteses: será que herdamos apenas o pensamento democrático?
A forma de inserir a mulher nas decisões da sociedade também não estão
presentes na nossa forma íntima de pensamento?
Acredito
que são inúmeras as possibilidades de trabalho com esse filme. Que tal assistir
e comentar aqui no blog outras possibilidades metodológicas?
Estou
esperando por vocês aqui, abraços virtuais!
ADORO suas postagens com referênciais do cinema!! Ótima proposta!
ResponderExcluirQue bom, continuarei postando mais sobre esses temas!
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